Este artigo aborda quais os tipos de plastico para estufas e como deve escolher. Tem ainda incluído ligações para fornecedores deste tipo de plásticos. Alguns dos plásticos aqui descritos podem durar cerca de 2 a 3 anos até necessitarem de substituição, contudo este número não tem em conta fatores adversos climatéricos como granizo severo, tempestades (tornados, furacões).
Plastico para estufas tipo 1: plástico polietileno
O primeiro tipo de plastico para estufas é o plastico polietileno. Este tipo de plástico está disponível em dois tipos. Tipo comercial para uso industrial e tipo utilitário para uso pessoal. As pequenas estufas para jardinagem e uso pessoal podem usar este último, mas estufas com maior escala necessitarão do primeiro. Este plástico pode durar um ou dois anos se bem mantido. Pequenos rasgões podem ser reparados com kits de reparação.
Plastico para estufas tipo 2: plástico copolímero
Este plástico está um degrau acima do anterior. É um pouco mais durável e resistente. Pode durar para cima de 3 anos antes de se começar a partir/rasgar. O congelar e aquecer do plástico fazem com que se comece a desgastar ao fim de alguns anos, no entanto há alguns tipos de plastico copolímero que são mais duráveis e imitam o vidro, contudo são também mais caros.
Plastico para estufas tipo 3: Plastico Polivinilo
Este plastico para estufas é o mais caro dos plásticos, contudo é também o que apresenta melhor durabilidade do que os dois anteriores. As estufas cobertas com plástico polivinilo vão beneficiar da resistência deste plástico, dado que a sua substituição só deverá ser necessária ao fim de 5 anos, caso tenha procedido a limpezas e inspeções regulares.
Plastico para estufas tipo 4: Plastico policarbonato
Este é o plastico para estufas mais durável de todos. É na verdade um plástico duplo, ou com uma parede dupla em plástico polietileno. Pode durar uma década se bem cuidado. Mantém níveis excelentes de calor e humidade para cultivar todo o ano.
O tópico de gasolina mais barata em Portugal é frequentemente motivo de acesas discussões e vamos analisar o porquê dos preços atuais e que alternativas existem.
O preço do petróleo Brent era a 11 de Dezembro de 1998 de USD 9,44/barril. No dia 4 de Julho de 2008, fechou com o valor mais alto até hoje registado de USD 141,07. Em 10 anos foi um crescimento de quase 1400% no preço do petróleo, no entanto entre fim de 2012 e início 2013 o preço tem variado entre os USD 98 e os USD 110. Mas o preço do petróleo por si só não explica o preço da gasolina em Portugal.
A gasolina mais barata seria uma possibilidade não fossem os sucessivos encargos fiscais introduzidos nos impostos sobre os combustíveis. O preço da gasolina a 03-06-2013, podia ser decomposto da seguinte forma:
Gasolina 95
Pr Médio 03-06-2013
1,582 €
Peso
Impostos
0,881 €
56%
Cotação
0,561 €
35%
ADC
0,140 €
9%
Biodiesel
0,000 €
0%
Impostos
0,51895
Cont Rod
0,06632
IVA
0,29584
Total Imp
0,881
Ou seja, cada contribuinte suportou 0,881€ por litro de impostos num preço médio da gasolina sem chumbo 95 de 1,582€ (conforme dados da APETRO). Mais de metade (56%) do valor pago vai para impostos. Gasolina mais barata menos provável.
É importante notar todavia que a gasolina mais barata seria desde logo possível sem uma linha introduzida nos últimos anos denominada Contribuição Rodoviária. Esta contribuição representa desde que foi criada uma taxa adicional de 6,4 cêntimos (hoje já são 6,632 cêntimos – OE 2013) para os contribuintes, que reverte a favor das Estradas de Portugal (EP).
Na prática esta verba é um imposto, dado que o excedente da EP reverte a favor do Estado, seja por menores contribuições via subsídios, seja por maior entrega de dividendos e IRC por parte da EP. Usando valores de 2011 (últimas contas disponíveis no site da EP na data deste artigo), poderia ter sido a gasolina mais barata em cerca 2,57 cêntimos neste ano.
Apesar de 2,57 cêntimos não ser um valor enorme, a verdade é que levanta a questão do porquê da existência de imposto sobre os combustíveis. Qual o racional por detrás do imposto? Já suportamos IVA sobre os produtos petrolíferos – para além da referida Contribuição Rodoviária – mas porque suportamos ISP? Não podia este imposto desaparecer ou ser significativamente reduzido, tornando a gasolina mais barata? Veja o nosso artigo sobre esta temática.
Os agricultores mais experientes preferem plantar castanheiros durante a Primavera, uma vez que o Outono pode trazer perdas significativas com as populações de ratos. É comum, dependendo da forma como se armazenar as sementes, que as mesmas comecem a rebentar no final de Fevereiro/Março, mesmo não estando plantadas. Se a raíz crescer mais do que 3 cm, a sua plantação com sucesso pode ficar comprometida.
Plante a semente com a raíz para baixo, ou no caso de não existir raíz, de lado numa parte achatada. Mesmo que esteja a plantar durante a Primavera, se o fizer em zonas de bravio, pode perder a planta devido aos possíveis roedores existentes na zona. A forma de conseguir contornar esta situação é plantar num ambiente tipo-jardim, em caixa, que proteja a planta dos animais existentes. Posteriormente pode mover as árvores, quando estas já tiverem 1 ano de idade (ou mais) para o seu local final de plantação. Plante a semente a cerca de 3 cm de profundidade e quando tiver cerca de 20 cm de altura (sensivelmente aos 4 meses de idade), pode plantar no local de plantação final.
As sementes podem ser semeadas em Março para transplantação em meados de Maio. Não transplantar até que termine a época de geadas na sua zona.
Solo para plantar castanheiros
O melhor solo para plantar castanheiros é um solo húmido mas com boa drenagem. Solos com demasiada água podem matar a semente, pelo que solos mais arenosos são os ideais. Solos com composição em argila até 40% não são tão desejáveis. Quanto mais profundo for o solo, melhor o crescimento que pode proporcionar.
Os castanheiros preferem solos ligeiramente ácidos, tal como os mirtilos por exemplo. Com pH’s acima de 6.5 os níveis de azoto podem ser limitativos, pelo que idealmente deve ter um solo com um pH deste valor ou pouco abaixo.
Geralmente a planta não deve ser fertilizada no primeiro ano, no entanto se as folhas ficaram amarelas antes do início de Agosto, deve-se aplicar cerca de 115 gramas de 10% de azoto.Agricultores biológicos recorrem a emulsões de origem animal (peixe) como fonte de azoto. Como regra, deve-se aplicar cerca de 45 gramas de fertilizante em grão por cada cm de diâmetro do tronco, metade na Primavera e metade no Verão. Aplique o fertilizante uniformemente na zona da raíz, numa área circular com diâmetro de 15 cm à volta do tronco.
Para plantar castanheiros pode optar por espaçamentos de 6 em 6 metros, podendo aumentar para o dobro. Espaçamentos menores podem ser importantes para maiores produtividades.
Plantar castanheiros é uma atividade apoiada pelo PRODER também, pelo que para quem se pretende iniciar nesta cultura, pode solicitar-nos informações adicionais (visite a página “Contacto).
As dicas dadas aqui são apenas informações gerais e não devem ser seguidas às cegas numa plantação. Para quem quer plantar castanheiros e apostar nesta cultura é necessário o acompanhamento de um engenheiro agrónomo que adeque os tratamentos às necessidades.
A Agricultura Biologica (conhecida por organic farming em países de língua inglesa e “agricultura orgânica” no Brasil) tem vindo a crescer em importância nos últimos anos, com a maior preocupação do consumidor com aquilo que consome.
Este artigo pretende explicar o que é o modo de produção em Agricultura Biologica e como qualquer produtor pode iniciá-lo.
A Agricultura Biologica é um modo de produção alternativo ao muito empregue modo de Produção Integrada, que procura proteger todo o ambiente desde ao solo da plantação, ao que nele vive e o que o rodeia. Procura fomentar a biodiversidade, os ciclos biológicos e a atividade biológica do solo.
Particularidades da Agricultura Biologica
A Agricultura Biologica, não permite o uso de adubos químicos, pesticidas ou organismos geneticamente modificados (GM). Estes princípios procuram salvaguardar o direito à escolha do consumidor e a própria saúde do produtor e consumidor. No primeiro caso pois evita o contacto com agentes químicos perigosos e no segundo pois evita o aparecimento e consumo de resíduos químicos (ainda que em quantidades mínimas) nos alimentos. Ao não usar este tipo de poluentes, protegem-se também os solos e as águas existentes.
A Agricultura Biologica procura crescer e produzir alimentos com alto padrão de qualidade, seguro para o consumidor, promovendo práticas sustentáveis agrícolas, através de um boas práticas ao nível da seleção de culturas e suas rotações, adubos naturais, a compostagem, entre outras, que protegem a fertilidade do solo e a biodiversidade.
Como se iniciar em Agricultura Biologica
Comece por procurar um apoio técnico adequado de um engenheiro agrónomo com experiência em Agricultura Biologica ou procure formações sobre o assunto. Qualquer agricultor mesmo sem experiência prévia pode iniciar-se e começar a aprender.
É importante conhecer os apoios do Ministério da Agricultura (IFAP – ver o nosso artigo Apoios Agricultura) para a produção de Agricultura Biologica, pois os subsídios ultrapassam os montantes atribuídos face ao modo de Produção Integrada por exemplo.
Procure também informação nas nossas páginas sobre candidaturas ao PRODER, programa de apoio a quem se pretende iniciar ou renovar uma exploração agrícola, com apoios a fundo perdido que atingem 60% do investimento e prémios a jovens agricultores de 30.000 a 40.000 euros (também a fundo perdido) por candidatura.
Nota: ortografia correta é agrícolas, usou-se agricolas para facilitar pesquisa em motor de busca.
As estufas agricolas são uma ótima forma de qualquer agricultor contornar as dificuldades climatéricas da zona onde produz ou onde pretende estabelecer a sua produção.
Neste artigo iremos abordar as vantagens das estufas agricolas, preço/custo e fornecedores de soluções de estufas para todo o tipo de cultivos.
Nas estufas agricolas, é possível cultivar num ambiente controlado, totalmente protegido de chuvas, granizos, geadas, onde é possível manter as plantas a crescer sem oscilações de temperatura. Ao permitir contornar o fator clima (até certo ponto), possibilita cultivar plantas que de outra forma não sobreviveriam a certas épocas do ano, ou pelo menos trariam produtividades totalmente diferentes.
As estufas agricolas permitem como explicámos um maior controlo do ambiente onde as plantas crescem e se desenvolvem. Dependendo das especificações técnicas da estufa, há fatores críticos de controlo a ter em conta, como sejam a temperatura, níveis de luminosidade e humidade do ar no interior. As estufas agricolas podem ser usadas para colmatar as deficiências de qualidade de terrenos, ou o facto de estes terem má exposição solar, entre outros factores.
Dado que permitem plantar determinados tipos de culturas em qualquer fase do ano, o uso de estufas agricolas tornou-se crucial para o fornecimento estável de produtos alimentares no mundo.
Detalhes sobre estufas agricolas
As estufas agricolas são usadas frequentemente para o cultivo de flores, legumes e frutas. Muitas plantas podem ser cultivadas nas estufas agricolas no final do inverno e início de primavera para depois serem transplantadas para o exterior assim que o tempo aqueça. Recorre-se ao uso de abelhas para a polinização ou a polinização artificial.
É possível ainda recorrer a sistemas de hidroponia nas estufas agricolas, para um maior aproveitamento de espaço e em certos casos, melhor qualidade e mais quantidade de produção.
A gestão de um ambiente fechado tem algumas particularidades, exigindo cuidados especiais no controlo de doenças e pragas, temperatura ou níveis de humidade extremos. É necessário um sistema de irrigação em spray ou gota a gota para fornecer água.
Veja os nossos artigos seguintes para saber mais sobre as culturas mais rentáveis em estufas agricolas, custo de estufas agricolas e fornecedores de estufas e respetiva instalação.
Os frutos vermelhos são uma das recentes apostas na agricultura mais prometedoras. Frutos vermelhos, ou frutos silvestres, é o nome geralmente dado ao grupo de culturas que engloba os morangos, framboesas, amoras, mirtilos, groselha, como sendo os mais populares. A razão principal para o investimento crescente nestas culturas prende-se com a elevada rentabilidade e preços por Kg que se conseguem, ao mesmo tempo que se consegue produzir quantidades elevadas por hectar.
O motivo pelo qual os frutos vermelhos têm tido um crescente destaque a nível mediático e a nível de aposta nos recentes investimentos agrícolas, prende-se com os benefícios para a saúde que advêm do seu consumo. Deste efeitos antioxidantes, a anti-inflamatórios no organismo, os frutos vermelhos destacam-se pelo seu elevado valor nutritivo.
O consumo de frutos vermelhos tem crescido exponencialmente, com destaque para os mercados nos países desenvolvidos, onde a opção por este tipo de produtos é mais frequente, dado o elevado poder de compra nestes países.
Se atentarmos no caso dos mirtilos, por exemplo, é fácil constatar que o consumo de frutos vermelhos como este não tem parado de aumentar, com preços muito interessantes na sua comercialização como falamos aqui.
Frutos Vermelhos PRODER
A cultura de frutos vermelhos tem conhecido também um número crescente de candidaturas a programas de apoio à agricultura, como o PRODER. Nestas candidaturas têm predominado os investimentos no mirtilo, framboesa, amora e morango, tanto a nível de produção integrada como produção biológica, para responde à crescente procura por este tipo de produtos pelos consumidores nacionais e estrangeiros.
A produção biológica de frutos vermelhos consegue valores superiores por Kg de produção do que na produção integrada, pelo facto de gerarem menor quantidade por hectar e por terem um valor superior para o consumidor que cada vez mais privilegia as melhores opções para a sua alimentação e saúde.
Nota: incluímos a amora e mirtilo neste artigo, embora não sendo frutos vermelhos, são frutos silvestres e relacionam-se com os restantes por serem frutos de arbusto também.
A rentabilidade maçã e as produtividades irão depender das espécies escolhidas como iremos explicar neste artigo. O cultivo de maçã é uma atividade com algum peso na agricultura nacional. Em regra é cultivado um conjunto de espécies mais ou menos limitado no nosso país, dadas as preferências dos consumidores.
Em Portugal é frequente encontrarmos pomares de macieiras com as seguintes espécies: Golden, Red Starking, Reineta, Bravo de Esmolfe, Royal Gala, Fuji e Jonagold Red. Apesar de haver outras espécies, estas são muito frequentes no nosso mercado. A espécie da maçã vai estar diretamente relacionada com a rentabilidade maçã, pois as produtividades das árvores por exemplo também variam.
Generalizando podemos afirmar que em regra um hectar de macieiras bem otimizado consegue rentabilidade maçã máxima de 30 a 50 toneladas de fruto com qualidade.
No entanto se atentarmos a uma qualidade como a Bravo de Esmolfe, esta rentabilidade maçã desce para cerca de 20 a 30 toneladas por hectar. Acresce que esta é uma variedade não tão regular, no sentido em que nuns anos as árvores podem carregar mais do que em outros.
Rentabilidade Maçã
Há diversas fases na exploração de um pomar que passaremos agora a descrever, estimando os custos por hectar por fase para permitir uma aproximação à rentabilidade maçã por hectar:
– Fase 1: Poda das Árvores: este valor pode variar muito consoante as árvores a podar (árvores de 3 anos demoram segundos a podar, uma árvore de 13 anos pode demorar muitos minutos), no entanto para estimativa conservadora pode-se considerar o valor de 1.000 € por hectar com refeições do pessoal incluídas, assim como deslocações, num total de 15 dias úteis de trabalho; neste exemplo consideraremos um pomar de 5 hectares, logo 5.000€ custo com a poda;
– Fase 2: Limpeza da Poda: geralmente é feita ao mesmo tempo e requer mão de obra de 1-2 pessoa no mínimo a acompanhar os podadores durante o período referido; vamos considerar o custo aproximado de 70% (15 dias em 22 dias úteis do mês) de 2 salários mínimos ou seja 680€ sensivelmente;
– Fase 3: Tratamentos das árvores: estime no mínimo 1.000 € de produtos por hectar, sendo que quanto maior for a exploração, maior rendimento tirará, pois alguns produtos só são vendidos em quantidades excessivas para quem tiver 1 hectar apenas por exemplo; se estiver associado a uma cooperativa deverá conseguir descontos sobre este valor;
– Fase 4: Apanha da maçã: considere no mínimo um valor de 1.250€ por hectar. Estimaremos um valor mínimo de 6.250 € para 5 hectares de macieiras.
Outros Custos a ter em conta no cálculo da Rentabilidade maçã:
– Outros Custos: gasóleo e outros consumíveis como máscaras, óculos de proteção e afins: valor muito variável, depende da exploração; com 5 hectares, considere pelo menos 3.000€ anuais de custo;
– Seguro de colheita de maçã: considere um custo de prémio de 19% sobre um valor de 0,25€/Kg, considerando uma produção de 25 toneladas por hectar (as seguradores em regra andam em volta deste valor); se conseguir fazer o seguro por uma cooperativa pode conseguir baixar para 14%.
– Cooperativa: custos de entrada podem variar, há cooperativas com fee único de 250€ como pode haver outras que cobram um valor de 6.000€ repartido em 5 anos, ou seja, 1.200€ por ano (funciona como caução, é devolvido se sócio sai);
Em suma, temos custos totais de exploração anual de um pomar de macieiras de 5 hectares estimados em:
Falta ter em consideração aqui o valor de um salário da pessoa responsável pelo pomar, assim como o custo de um eventual engenheiro agrónomo (poderá ser a mesma pessoa até).
Considerando uma compensação a um engenheiro agrónomo de 200€ por mês, estimaremos um custo acrescido de 2.400€/ano.
Adicionalmente acrescentaremos uma remuneração para a pessoa que faz os tratamentos ao pomar (poderá ser o próprio dono) no valor do salário mínimo: 485€ x 14 meses + Segurança Social x 14 meses = 8.402,63
Com uma produção estimada de 150.000 Kgs em 5 hectares (rentabilidade maçã de 30ton/ha), o custo por Kg de maçã cifra-se em cerca de 0,25€/Kg.
Venda e consequente Rentabilidade Maçã
Se optar por aderir a uma cooperativa os valores de venda podem variar de 0,25€ a 0,35€ por Kg de fruto. Se o valor de venda for de 0,25€, o produtor considerando que produziu 30 toneladas por hectar pode conseguir 37.500€, o que lhe dará uma rentabilidade maçã negativa, estando numa situação de risco.
Mesmo que consiga um preço de 0,35€ os números não são necessariamente animadores pois consegue uma rentabilidade maçã de 52.500€, o que lhe dá um cash flow positivo no fim da temporada de 14.567,37€, tendo o produtor tirado apenas um salário mínimo para si. Com um salário anual de 1.000€/mês, o resultado no final do ano seria de 5.645€.
Deste valor tem remunerar toda a instalação feita no pomar: limpeza terreno, adaptação terreno, furo de água, tanque, instalação de rega, manutenção das máquinas e tractor, certificação da produção entre outros. Os custos de uma instalação adequada de um pomar podem ascender facilmente a 25.000€ por hectar, dependendo das condições do local.
A rentabilidade maçã, não é como se pode constatar, um assunto simples. Os grandes lucros com esta produção e mesmo a de outros frutos está geralmente concentrado nas mãos de intermediários e da grande distribuição que acabam por conseguir reter a margem do negócio. Isto porque a produção é perecível e a única forma de a preservar é recorrendo a câmaras frigoríficas, que podem ser muito dispendiosas para um pequeno produtor.
Veja ainda os subsídios (PRODER e apoios IFAP) que pode obter à produção clicando aqui.
O SIALM foi introduzido como uma medida de incentivo (dentro do programa de incentivos QREN) a micro empresas ao investimento e à criação de postos de trabalho. Apesar de ser dirigido à maior parte dos territórios, tem como intenção apoiar e dar uma maior comparticipação a áreas do interior em risco de desertificação.
O SIALM está ao dispor de praticamente qualquer empresa com menos de 10 funcionários e com volume de negócios ou balanço inferior a 2 milhões de euros.
Passamos a resumir as principais características do SIALM:
– apoio de 50% do investimento (elegível) sobre a forma de subsídio não reembolsável para projetos com investimento até 5.000 euros (ou entre 5.000 euros e 25.000 euros para regiões em risco de desertificação especificadas na portaria 68/2013);
– apoio à criação de até 2 postos de trabalho, com subsídio de 12 meses vezes o Indexante de Apoios Sociais (419,22 euros); este subsídio pode ser majorado por 1,25 vezes caso os contratados tenham completado o ensino secundário ou 1,65 vezes caso tenham licenciatura ou mestrado.
– No caso de os empregos criados serem de jovens entre 18 e 30 anos desempregados, há uma majoração adicional de 50%.
Despesas elegíveis do SIALM
As despesas elegíveis são todas as despesas de investimento necessárias à realização do projeto de investimento, incluindo as despesas relativas à contratação de um Revisor Oficial de Contas ou Técnico Oficial de Contas e as obras de adaptação que se considerem necessárias no âmbito do projeto. Excluem-se os seguintes tipos de despesas:
– Aquisição de terrenos;
– Compra ou construção de edifícios;
– Trespasses e direitos de utilização de espaços;
– Aquisição de veículos automóveis e outro material aeronáutico;
– Aquisição de bens em estado de uso;
– Juros durante o período de realização do investimento;
– Trabalhos da empresa para ela própria.
Prazos SIALM
Fase 1: 18 de Fevereiro a 1 de Abril
Fase 2: 2 de Abril a 3 de Junho
Fase 3: 4 de Junho a 5 de Agosto
Fase 4: 6 de Agosto a 7 de Outubro
Fase 5: 8 de Outubro a 9 de Dezembro
Se tiver algum projeto em vista e pretender candidatar-se podemos auxiliar e submeter a sua candidatura, assim como rever o plano de financiamento e suportar os pressupostos que servirão de base à avaliação e potencial aprovação do seu projeto.
Contacte-nos para support@plubee.com e responderemos no próprio dia ou no dia útil seguinte no máximo para prestar todo o apoio e esclarecimentos para que possa estar informado antes de efetuar a sua candidatura ao QREN.
Os apoios agricultura mais relevantes serão aqui sumarizados para facilitar a vida daqueles que procuram informação sobre esta atividade. Os autores deste site, tendo já passado pelas dificuldades de quem se inicia numa atividade como a agricultura compreendem bem as dificuldades do meio, essencialmente pela falta de informação existente e pela existência de intermediários em várias áreas que não permitem um rápido e fácil acesso a informação e apoios que devem estar disponíveis a todos os produtores.
Este artigo de Apoios Agricultura pretende esclarecer quem já está no mundo agrícola mas também quem tem pretensões de entrar, sabendo que há apoios a fundo perdido que podem ajudar a tornar uma atividade agrícola em vista mais apetecível.
Iremos focar este artigo nos seguintes apoios agricultura:
O PRODER tem diversos mecanismos de apoios agricultura, sendo o mais procurado o Apoio ao Jovem Agricultor. Com este tipo de apoios agricultura, o promotor pode conseguir obter um prémio de instalação até ao valor máximo de 30.000 euros (40.000 euros no caso de ser uma pessoa colectiva) e uma comparticipação no valor do investimento que pode atingir os 60% sob a forma de subsídio não reembolsável.
Apesar de depender de algumas variáveis, podemos dar o exemplo de um projeto de investimento em agricultura para produção primária (sem transformação; ex produção de frutas e legumes) numa zona desfavorecida, realizado por uma empresa, com o valor global de 100.000 euros (todo constituído por despesas elegíveis), pode obter um prémio de 40.000 euros acrescido de um subsídio de 60.000 euros (60% de 100.000 euros), ou seja um valor global também de 100.000 euros totalmente a fundo perdido (ou seja não reembolsável).
Se quiser saber quais os apoios agricultura que pode conseguir, envie-nos um e-mail para support@plubee.com.
Regime de Pagamento Único
Este tipo de apoios agricultura está disponível a quem já tiver submetido e esteja ativa ou pendente uma candidatura ao PRODER, podendo usufruir de um subsídio adicional à produção por parte dos fundos da União Europeia.
Subsídios Rede Natura
Dependendo do local onde se encontra a sua exploração e da área respetiva, pode pedir junto do IFAP este tipo de apoios agricultura pelos seguintes montantes de ajuda:
ÁREA ELEGÍVEL
Zonas fora da Rede Natura 2000
Zonas em Rede Natura 2000
Zonas de Montanha
Restantes Zonas
Zonas de Montanha
Restantes Zonas
Com ITI*
Sem ITI
Com ITI*
Sem ITI
0 até 3 ha
320 €/ha
160 €/ha
320 €/ha
350 €/ha
160 €/ha
175 €/ha
Mais de 3 ha até 7,5 ha
150 €/ha
75 €/ha
150 €/ha
165 €/ha
75 €/ha
83 €/ha
Mais de 7,5 ha até 30 ha
70 €/ha
35 €/ha
70 €/ha
77 €/ha
35 €/ha
40 €/ha
Mais de 30 ha até 150 ha
20 €/ha
10 €/ha
20 €/ha
22 €/ha
10 €/ha
11 €/ha
Subsídios ao Modo de Produção
Por fim, mas não menos importante, o produtor pode ainda solicitar junto do IFAP os apoios agricultura sob a forma de subsídio pela Valorização de modos de produção, subsídio este que se consubstancia nos seguintes montantes:
Tipo de Cultura
Escalões e área
Montantes dos Apoios (euro/ha)
P. Integrada
P. Biológica
1 No âmbito do cumprimento dos compromissos assumidos, a opção de remover o coberto vegetal através de técnicas de mobilização mínima na totalidade das entrelinhas, no período entre 1 de Março e 1 de agosto, implica uma redução de 15% do nível de apoio.
2 Culturas de Primavera-Verão feitas em regadio, incluindo as culturas forrageiras para produção de silagem, com excepção do arroz e das culturas que se inserem na classificação Horticultura ao ar livre;
3 Inclui: as culturas de Outono-Inverno não regadas; as Culturas de Primavera-Verão efetuadas em sequeiro; todas as culturas forrageiras com excepção das que se destinam a produção de silagem feitas em regadio na Primavera-Verão; as culturas aromáticas, condimentares e medicinais feitas em regime não intensivo;
4 Para além das culturas hortícolas e horto-industriais realizadas ao ar livre, inclui ainda a beterraba sacarina e as culturas aromáticas, condimentares e medicinais feitas em regime intensivo da posição NC 07.09.90.90, nomeadamente salsa, cerefólio, estragão, segurelha e manjerona;
5 Inclui pastagens permanentes em terra limpa e em sob-coberto e espaço agroflorestal não arborizado com aproveitamento forrageiro.Link:http://www.ifap.min-agricultura.pt/portal/page/portal/ifap_publico/GC_drural/GC_proder/GC_vmp_L/GC_amp_R
A framboesa vermelha cresce melhor em locais com alta exposição solar e com boa drenagem de solo. A inclinação do terreno não deverá ser superior a 12%. Quando falamos em boa drenagem, convém não confundir com a inclinação do terreno, pois este pode ter inclinação mas ter um solo com má drenagem.
Outro aspecto a ter em conta é o pH do solo que se deverá situar entre os 5,5 e os 6,5, sendo que o solo deverá ser analisado durante o Outuno, antes de se efetuar a plantação durante a Primavera portanto. Não plantar framboesas vermelhas em terrenos onde tenha havido prévias plantações de pimentos, beringelas, tomates, batatas ou morangos. Solos nestas condições exigem um tratamento prévio para criar as condições para plantar framboesas.
Compassos para plantar framboesas
As framboesas vermelhas são geralmente plantadas em carreiras com um espaçamento de 1,5m a 3m, consoante a dimensão do equipamento que se prevê utilizar na exploração, e com um espaçamento de 30 a 60 cm entre plantas, consoante a intensidade de plantação planeada.
Altura do ano para plantar framboesas
É ideal plantar numa época posterior à das geadas agressivas. Em muitos locais em Portugal, como norte e regiões do centro é normal a ocorrência de geadas até Abril-Maio. Após a plantação deverá aplicar uma camada de palha para revigorar a planta e melhorar a taxa de sobrevivência das mesmas. Esta camada só deve ser usada durante o período de implantação, dado que posteriormente, níveis elevados de humidade podem trazer doenças às plantas.
A planta irá produzir muitos “ladrões” no primeiro ano, pelo que deverá haver o cuidado de verificar a necessidade de poda das plantas. As carreiras deverão ter uma largura de cerca de 30 cm.
Sistemas de Irrigação
Uma adequada irrigação irá ajudar a garantir uma produção consistente ano após ano. Um sistema de irrigação gota-a-gota é ideal para regar junto à raíz da planta, não molhando desse modo a fruta diretamente e diminuindo a quantidade de água evaporada, conseguindo um rendimento global melhor da rega.