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Preço Noz

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O gráfico abaixo ilustra a evolução do preço por Kg da Noz em mercados de produção em Portugal (venda em sacos de 30 Kgs).

 

preco noz kg

 

É claramente possível observar uma tendência de aumento do preço por kg de Noz considerável desde 2005 até 2013 de acordo com os dados recolhidos.

 

Nota: Refira-se que por ausência de dados em 2010 para a Noz Franquette, utilizámos o mesmo valor de 2009, pelo que desde já se alerta para a possibilidade de erro.



Castanhas – fonte de nutrição e rendimento

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castanhasAs castanhas são um alimento extremamente nutritivo e cuja produção pode apresentar uma óptima fonte de rendimento adicional para um produtor.

Neste artigo iremos focar-nos no valor nutritivo das castanhas, incluindo uma curiosidade sobre a diferença energética entre castanhas assadas, cozidas e cruas.

Na parte final iremos abordar as castanhas enquanto cultura agrícola, o seu preço de venda em 2013, produtividades por hectar e potencial económico numa exploração agrícola.

Embora não faça parte da análise deste artigo, chamamos a atenção para oportunidades de mercado existentes no mercado norte-americano que é deficitário em produção de castanha, face a uma procura crescente.

Os EUA importam anualmente grandes quantidades de castanha de grandes países produtores como a China e Coreia do Sul (costa oeste) e Itália e Turquia (costa este) para satisfazerem a sua procura interna (últimos dados apontam para importações a rondar as 4.000 toneladas e com tendência de crescimento), dado que não são muitas as quintas existentes a dedicarem-se ao cultivo deste fruto.

Castanhas – valor nutritivo

As castanhas contém uma boa quantidade de hidratos de carbono, reduzido teor de gordura e uma boa fonte de minerais.

Valor nutritivo das castanhas (cozidas):

– Calorias por 100 gramas: 131 kcal;

– Hidratos de Carbono: 28 gr;

– Lípidos: 1,4 gr;

– Proteína: 2 gr,

– Sódio: 27 mg;

– Potássio: 715 mg;

Fonte: Departamento de Agricultura dos EUA.

Veja o link abaixo sobre as diferenças de castanhas assadas, cozidas ou cruas para ver a tabela completa do valor nutritivo das castanhas.

Castanhas – aposta agrícola e como fonte de rendimento

Segundo publicações da FAO, produzem-se mais de 1 milhão de toneladas de castanhas anualmente numa superfície que se aproxima dos 350.000 hectares. A Coreia do Sul e a China são os maiores produtores do mundo, responsáveis pela produção de cerca de 70% do total produzido no mundo. Na Europa, Itália e Portugal são produtores relevantes também com 4% e 3% respectivamente.

Em Portugal, os preços das Castanhas ao produtor entre Outubro e Novembro de 2013 têm vindo a oscilar entre os 2€ e os 2,5€ de preço máximo.


De acordo com um estudo do Ministério da Agricultura a produtividade em Portugal é muito baixa, cifrando-se em cerca de 1000 kg / ha, o que possivelmente é também resultado da existência de explorações pequenas e fragmentadas (pouca profissionalização/especialização nesta cultura).  De acordo com dados disponíveis na internet, a produtividade por hectar pode atingir as 3 a 5 toneladas aos 8 anos de vida. Isto equivale a uma produção de 30kgs a 50kgs de fruto por árvore num hectar com 100 árvores (espaçamento 10x10metros).

Uma produtividade de 5.000 kg por hectar permitiria ao agricultor conseguir vendas na ordem dos 10.000 a 12.500 euros, o que é um rendimento em linha com o de outras culturas. Claro está que estamos a falar em produtividades que podem aumentar dado que um castanheiro atinge produtividades máximas ao fim de 50 anos, ou seja, é um investimento a muito longo prazo. No entanto há sempre que ter em conta que os custos com a apanha no caso da castanha são substancialmente maiores precisamente dada a dimensão que estas árvores podem atingir.

> Clique aqui para saber mais sobre “Plantar Castanheiros”

> Clique aqui para ver a diferença calórica entre castanhas cozidas, assadas e cruas

Investir na agricultura – quais as razões económicas?

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investir na agriculturaNum contexto de crise económica, com o abrandamento ou mesmo recessão em várias economias na Europa e o aumento do desemprego, a procura de soluções de investimento, criação e geração de riqueza e valor ganha uma nova importância.

O artigo de hoje debruça-se sobre o tema Investir na Agricultura como uma possível solução, mas abordando as razões fundamentais por detrás desta ideia de investimento, tentando contrariar a “emoção” por detrás da onda de investimentos neste sector gerada pela criação de programas de incentivos como o PRODER.

Antes de mais realçamos a importância que programas como o PRODER estão a ter no desenvolvimento da actividade agrícola em Portugal.

Os níveis de subsídios atribuídos, especialmente no caso de jovens agricultores, são um forte motivador para por vezes qualquer pessoa, com ou sem experiência, querer investir na agricultura.

A agricultura é uma forma de vida como outra qualquer, pode ser geradora de emprego, riqueza, mas é antes de mais nos tempos que correm, um negócio. E um negócio exige do investidor uma dedicação considerável se este quiser garantir o seu sucesso.

Investir na agricultura – as razões económicas por detrás desta decisão de investimento

investir na agriculturaPodemos enumerar várias razões pelas quais investir na agricultura pode ser um bom investimento, mas antes de mais vamos focar-nos em razões macro, razões que nos dão uma visão como um todo e não apenas uma reacção a eventos de curto prazo. Se é certo que há boas oportunidades que vão aparecendo por subida de preços de uma determinada cultura ou por aumento de procura maior que a oferta, acreditamos que deve ser feita uma análise alargada ao que se passa no mundo para perceber as mais valias de investir na agricultura. Focamos neste artigo, duas razões essenciais:

– Aumento populacional;

– Globalização.

O aumento populacional mundial é inegável e de acordo com as últimas previsões da ONU, nada indica que nos próximos 50 anos a população do planeta pare de aumentar. Há factores que poderiam afectar estas previsões, como a ocorrência de catástrofes naturais ou problemas de saúde generalizados, no entanto são factores de baixa probabilidade de ocorrência. Se tudo continuar como até aqui, a população irá continuar a aumentar, com “mais bocas para comer”, significando que investir na agricultura é não só viável, mas necessário para garantir o abastecimento continuado dos mercados.


A globalização é o outro forte motivo para justificar investir na agricultura. A globalização tem vindo progressivamente a retirar uma boa parte da população mundial debaixo dos limiares da pobreza, aumentando o seu poder de compra e fundamentalmente melhorando a qualidade de vida de muitas pessoas. Vários países no Sudeste Asiático e Américal do Sul atravessam ou irão atravessar esta realidade. O aumento do poder de compra leva a que as famílias consumam mais calorias e alterem os seus hábitos alimentares, consumindo por exemplo mais carne, um fenómeno que já ocorreu em Portugal em tempos.

está  a melhorar condições de vida de muitos povos no mundo que melhoram a sua dieta, consumindo mais calorias e mais carne por exemplo

Investir na agricultura – o caso português

Até aqui focámos em razões macro para justificar um investir na agricultura. No entanto, é importante perceber para um leitor em Portugal que para além destas razões há uma outra fundamental. Portugal mantém o saldo negativo na sua balança comercial, significando que continua a importar mais do que exportar e importamos pelo simples facto de não conseguirmos satisfazer a procura interna. Seja na agricultura ou noutros sectores, os números confirmam esta realidade. Esta realidade contribui para que se queira manter a existência de programas como o PRODER pois para além de promoverem projectos exportadores, promovem muitas vezes projectos que vêm substituir importações e como tal dar um contributo muito forte à economia portuguesa, não só pela riqueza que é mantida dentro de portas mas também pelos empregos criados e mantidos em território nacional.

 


Tomate hidroponico – informação, sua plantação e produção

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tomate hidroponicoRecentemente publicámos um artigo sobre a plantação de morangos em hidroponia (link), um assunto ao qual voltamos hoje mas para falar de uma outra cultura, o tomate hidroponico.

Como plantar e crescer tomate hidroponico?

Se já pensou em apostar ana hidroponica, o tomate hidroponico é sem dúvida uma cultura que se adapta a este regime de crescimento. bem. Embora sejam várias as culturas que quando plantadas em regime de hidroponia apresentam boas taxas de crescimento da planta e de produção de fruta, no caso específico do tomate hidroponico os resultados são muito bons.

Cultivar tomate hidroponico: usar sementes ou a planta?

No caso do tomate hidroponico ou não, dado que as sementes germinam em poucos dias (10 a 15 dias), a maior parte dos produtores inicia a sua produção a partir da semente.  A planta deverá atingir a maturidade em sensivelmente 60 dias. Existem centenas de variedades de tomate disponíveis, pelo que é necessária uma escolha que se adapte às suas necessidades. As variedades de crescimento determinado produzem o fruto todo ao mesmo tempo, depois da planta atingir um determinado crescimento. Já as variedades de crescimento indeterminado vão produzindo fruto em diferentes etapas, mas nunca páram de produzir durante todo o ano. Após o período de 15 dias as plantas estão prontas para o transplante.

Depois da transplantação, o tomate hidroponico deve começar a produzir fruta ao fim de 60 dias. É importante garantir que as plantas estão bem suportadas, pois sendo o tomate uma planta sensível é possível que parta com o peso da fruta.

Tipicamente em cultura tradicional mas também no caso do tomate hidroponico, há quem defenda variadas ideias quanto ao espaço entre as plantas, no entanto é comum falar-se numa distância de 45 a 60 cm. No entanto e algo que verificámos aquando da nossa visita a uma quinta de produção, é possível aproximar as plantas desde que o seu ramo principal seja treinado e encaminhado durante o seu crescimento, deixando espaço suficiente para o desenvolvimento da fruta.

Tal como muitas outras culturas, o tomate requer polinização para desenvolver a fruta, o que deverá ocorrer de forma natural com a presença de vento ou actividade das abelhas. No entanto e de acordo com informação e estudos na web, em estufa, pode conseguir a polinização tocando diferentes flores com um pequeno pincel ou criando correntes de vento no interior para induzir a polinização cruzada.


Como cultivar tomate hidroponico – Luz, Temperatura e Nutrientes


Os tomates gostam de muitas horas de sol, pelo que um mínimo de 7-8 horas é um número comum de mínimo para o desenvolvimento adequado da planta. É importante referir que exposição solar em excesso também pode danificar a planta e a fruta.

A temperatura ideal para o desenvolvimento do tomate hidroponico é de 18-26ºC durante o dia e de 13-18ºC durante a noite.

O tomate hidroponico (tal como noutros modos de cultivo) requerem níveis elevados de fósforo e potássio. Um solução líquida de nutrientes para tomate hidroponico geralmente deverá ter um pH entre 5.5 e 6.5. Os tomates precisam também de um suplemento de cálcio, dado que a geração de fruta usa e requer bastante desde nutriente.

As informações aqui prestadas são apenas informativas, não pretendendo ser conselhos de produção. Aconselhamos sempre a contratação de um técnico agrónomo que ajude na gestão e se responsabilize pela produção. 

Como cultivar tomate hidroponico – colheita

Depois dos 60 dias iniciais o produtor deve já ter tomates de dimensão boa para colheita. Apesar de existirem imensas variedades, a maior parte dos tomates ao amadurecer fica vermelha como sinal de estar pronta ppara colheita. Se quiser aumentar o tamanho da sua fruta pode retirar fruta não madura, pequena, com defeito ou tirar excesso de ramos ladrões para estimular o desenvolvimento dos ramos e da fruta em melhor estado, pois sobrarão mais nutrientes para o seu desenvolvi
mento.

Como cultivar tomate hidroponico – doenças e pragas

Depois de discutirmos alguns dos passos na plantação e gestão do tomate hidroponico, falamos sobre algumas doenças e pragas que podem assolar esta colheita. Os tomates podem ser afectados por alguns vírus e fungos durante o seu crescimento, assim como o fornecimento insuficiente de cálcio pode levar a um apodrecimento prematuro da planta/fruta. As pragas mais comuns são a roscas, brocas e afídeos. Verifique com o seu técnico agrónomo como gerir da melhor forma estes potenciais problemas.

Visita a uma quinta de produção de tomate hidroponico em estufa

Partilhamos aqui algumas fotos da visita e brevemente completaremos informação sobre a produção de sucesso aqui feita.


Hidroponia Morangos – produção e informação

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hidroponia morangosEste artigo pretende abordar a hidroponia morangos, casos de sucesso com hidroponia morangos, fotos de uma visita a uma empresa de produção e ainda algumas noções e conceitos relacionados com a hidroponia morangos.

Como em todos os nossos artigos, alertamos que estes são uma tentativa de dar mais informação aos nossos leitores, não pretendendo substituir o apoio de técnicos qualificados, para aqueles que estão interessados em investir nesta forma de cultivo.

A hidroponia morangos tem estado sob foco de atenção nos últimos anos graças a um conjunto de técnicas inovadoras que vieram permitir não aumentos de produtividade neste tipo de cultura, mas também garantir produção durante todo o ano, abrindo novas oportunidades de negócio para aqueles que se dedicam à hidroponia morangos. Temos assistido também a alguns casos de empreendedores portugueses que apostaram neste investimento com apoio do PRODER.

Hidroponia morangos – que variedades produzir?

Uma rápida pesquisa na net dá-nos informação sobre inúmeras variedades de morangos, desde as que dão fruto mais precoce, às que dão fruto mais tarde, às que dão fruto todo o ano. Para efeitos de produção de hidroponia morangos é prática comum recorrer-se a variedades que produzem o ano inteiro. De acordo com fontes disponíveis são elas as: Yellow Wonder, Mount Everest, Fresco, Queen Elizabeth (a mais rápida) e as espécies holandesas: Elvira, Vima Zanta, Gigantella Maxima, Corona.

O crescimento da planta começa com temperaturas numa amplitude entre 3 graus Celsius negativos e 2 positivos, com o florescimento a começar 2 a 3 semanas após o aparecimento das primeiras folhas. O processo de produção do fruto completo demora entre 20 a 25 dias.

Hidroponia morangos – visita a uma quinta

hidroponia morangos quintaNo âmbito de uma visita a uma quinta o autor deste artigo tivemos a oportunidade fotografar uma produção em hidroponia morangos ao vivo e perceber um pouco mais do processo. A origem e técnicas empregues no cultivo aplicado nesta quinta provém da Holanda, tendo sido deste país que foi importada a tecnologia. Toda a montagem da estufa, canais e túnes, sistema de irrigação, plantas são importadas da Holanda. Posteriormente são adquiridos os substractos nos quais a planta é colocada, assim como os diferentes nutrientes com que é enriquecida a água para a alimentação das plantas. Segundo o dono da quinta, as variedades escolhidas foram também as everbearing, ou seja, as que produzem todo o ano, garantindo assim um fornecimento constante à cadeia de distribuição na qual este produtor se inseria e realçando aqui as vantagens do sistema hidroponia morangos.

Para além do fornecimento todo o ano, a grande vantagem deste sistema é o maior controlo exercido sobre a produção, uma produtividade acrescida por hectar pela maior concentração de plantas e boa produtividade das mesmas e ainda os menores custos de mão de obra, nomeadamente a nível da apanha que por colocar as plantas todas ao mesmo nível e bem acessíveis, torna o processo menos moroso.

Todos estes factores contribuem para que a hidroponia morangos proporcione uma maior retenção de valor acrescentado junto do produtor, numa altura e contexto no quais os custos de produção aumentam e os preços de venda têm a tendência para não reflectir estes acrescidos encargos.

Publicaremos brevemente mais informação sobre:

– produção de morangos em hidroponia;

– plantar morangos / cultivo de morangos;

– entre outras informações.

Ervas Aromaticas – o que são, seus usos e mercado europeu

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ervas aromaticasAs ervas aromaticas (ortografia correcta: “aromáticas”) têm estado muito em foco e é um tópico muito discutido no panorama agrícola e de projectos de investimento agrícola. As ervas aromaticas têm tido muita notoriedade nos últimos tempos, dada alguma notoriedade de uma ou outra empresa no seu cultivo e exploração.

Este artigo pretende focar sobre as ervas aromaticas, o que são, que tipo de ervas se incluem nesta categoria e o porquê de toda a atenção que estas têm vindo a merecer.

O que são ervas aromaticas?

As ervas aromaticas são muitas vezes incluídas na denominação “Plantas Aromáticas e Medicinais” ou PAM. Esta denominação surge pois para além do uso culinário que muitas vezes é dado a estas ervas – e motivo pelo qual muitas delas são conhecidas – podem também ser usadas.

De uma forma em geral, qualquer planta usada para dar sabor, para fins medicinais ou cosméticos, é incluída nesta categoria. Geralmente, na culinária distinguem-se as ervas aromáticas das especiarias nos casos em que se usam as partes verdes de uma planta e não a sua semente, baga, raíz ou fruto. No entanto, é comum observamos a inclusão de nomes de especiarias na categoria de ervas aromaticas.

Tipos de Ervas Aromaticas

Existem inúmeras ervas aromaticas e medicinais, mas aqui apresentamos uma lista das mais comuns: manjericão, rosmaninho, erva-cidreira, coentros, salsa, tomilho, salva, lavanda, louro, cebolinho, endro, segurelha, carqueija, entre outras.

Há muitos nomes de outras culturas apresentadas como ervas aromáticas, que na verdade se enquadram na categoria de especiarias. Estamos a falar de culturas como canela, açafrão, pimenta, entre outras.

Todos estes nomes referidos, tanto a nível de ervas como especiarias, tem usos importantes no campo da medicina, motivo aliás pelo qual sempre foram muito procuradas pelo Homem.

O uso e procura por parte da indústria cosmética e medicinal assim como a culinária (molhos, temperos, etc) que tem aparentemente conduzido a um maior interesse na aposta neste tipo de culturas como alternativa a culturas tradicionais.

Produção de Ervas e Mercado Europeu de Ervas Aromaticas

O mercado europeu aparenta ser um grande consumidor deste produto, no entanto os dados existentes são ainda limitados. De acordo com as informações disponibilizadas pelo EUROSTAT, este era o panorama até 2008:

ervas-aromaticas-2

 Nota-se uma tendência para o crescimento do mercado como um todo, no entanto convém ressalvar que os dados do Eurostat podem estar incompletos por falta de submissão de informação por parte de alguns países. É importante notar contudo que a UE importa muitos destes produtos, ou seja, não há mercado europeu interno suficiente para satisfazer a procura dos mesmos. Não se consegue deduzir com estes dados o porquê de isto acontecer, poderá ser por rentabilidade insuficiente face aos custos de produção europeu ou simplesmente por uma má afectação de recursos na UE. Tentaremos voltar a este assunto com mais informação, quando a tivermos.

As ervas aromaticas são uma cultura que tem tido interesse por jovens agricultores que se candidatam às ajudas e apoios do programa PRODER. Iremos publicar mais informação sobre esta cultura à medida que tivermos acesso à mesma, com o intuito de perceber mais sobre esta cultura e sobre se pode ou não ser viável do ponto de vista económico para um investidor.

 

Morangos – fruto, cultivo, benefícios e produção mundial

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morangosOs morangos são um fruto muito apreciado e cultivado em todo o mundo. De acordo com os registos históricos, a sua produção inicial foi notória em França no século XIV, embora haja já grandes diferenças entre as espécies cultivadas nessa altura e as espécies hoje disponíveis.

Os morangos são altamente nutritivos e baixos em calorias, contendo bons valores de fibras e vitamina C, assim como potássio é tido como importante no equilíbrio da tensão arterial.

Produção mundial de morangos

De acordo com os últimos números disponibilizados pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (ONUAA), a produção mundial de morangos é dominada por um grupo de 13 países com produções acima das 100.000 toneladas anuais. Juntos representam quase 85% do total da produção de morangos, como se pode ver na tabela abaixo:

morangos-prod-mundial

Esta tabela e gráfico são interessantes por dois motivos. Em primeiro lugar podemos constatar que a produção mundial de morangos tem vindo a aumentar de forma consistente desde o ano de 2000, de acordo com os dados da ONUAA, o que nos deixa a indicação de que há procura para o fruto. Alguns produtores portugueses poderão dizer que é difícil escoar os morangos, o que não invalida a informação relevada na tabela, pois muitas vezes o segredo está em encontrar o canal de distribuição/escoamento adequado e conseguir vender para países fora de época.

Em segundo lugar, é interessante constatar que o segundo maior produtor mundial de morangos (embora largamente atrás dos EUA) é a Espanha, que por sinal também tem vindo a aumentar o total de toneladas de morangos produzidas por ano, tendo produzido em 2011 mais de 500.000 toneladas do fruto.


De acordo com os dados da ONUAA, em 2011 Portugal produziu 2667 toneladas de morangos, um número que poderá não estar completo, devido a falta de dados, pois o Observatório Agrícola, na informação disponibilizada online refere uma área de 550 hectares em Portugal alocada à produção de morangos, responsável por cerca de 12.000 toneladas de produção anual. Ainda assim, um número bastante abaixo do produzido por Espanha, mesmo tendo em conta a diferente dimensão do território espanhol. Sendo o clima dos nossos países em muitos lugares semelhante, dá que pensar se Espanha não está a explorar melhor a produção de morangos do que nós, pois nem que produzíssemos 10% do que produz Espanha, teríamos espaço para crescer no segmento dos morangos. Poderá dar-se o caso dos espanhóis conseguirem ter maior escala e por conseguinte ter mais mercado no escoamento, justificando assim a desproporcional diferença nos valores.


Groselhas – fruto, benefícios e evolução da produção mundial

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groselhasAs groselhas são um fruto do qual se tem vindo a falar nos últimos tempos e aumentar a curiosidade de produtores e consumidores. No entanto, quando se fala em groselhas, a maior parte das pessoas conhece apenas o xarope comummente vendido e apreciado em Portugal.

Neste artigo iremos simplesmente apresentar o fruto, donde provém, o seu valor nutritivo e tentar analisar a evolução da produção do fruto na Europa.

Groselhas – o fruto

As groselhas provêm de um arbusto e existem diferentes cultivares (tipos diferentes da mesma planta) que a produzem. Estes arbustos numa fase de maturidade podem render cerca de 3 a 4 kg de groselhas por cada um. As groselhas geralmente estão prontas para apanha entre meados e final do Verão, mas falaremos da plantação de groselhas noutro artigo. O arbusto chega a alturas de 1m a 2m, produz uma flor amarela-esverdeada. As groselhas crescem nos ramos do arbusto, sendo um fruto vermelho-vivo, como na fotografia neste artigo.

Groselhas – benefícios para a saúde

São vários os benefícios que podem ser enumerados acerca do consumo de groselhas frescas. É por estes benefícios que têm vindo a ser relevados e publicados, que as groselhas são procuradas. As groselhas são conhecidas pelo seu alto valor nutritivo, alto teor de vitamina C ao mesmo tempo que têm zero gordura e muito poucas calorias.

De acordo com o site Livestrong as groselhas são ótimas para quem quer uma dieta baixa em calorias, gordura e colesterol, pois cerca de 50gramas de groselhas contêm apenas 30 calorias e zero de gordura e colesterol.

 

Groselhas  – evolução da procura e consumo a nível mundial


Apesar dos inúmeros relatos sobre o aumento de consumo dos frutos vermelhos, no caso da groselha não se nota este efeito, o que nos leva a questionar o porquê deste fruto ser cada vez mais falado tal como se faz com as amoras, framboesas e mirtilos (estes sim que têm conhecido aumentos significativos na produção e procura mundial).

Pelos dados que conseguimos recolher a nível de produção mundial e ao nível da produção na Europa, os números têm vindo a decrescer. De acordo com os dados da FAO produziam-se em 2002 739.495 toneladas de groselhas e em 2011, 664.275 toneladas no mundo, no entanto estamos ainda a tentar obter mais fontes de informação que confirmem estes números. Se estes números estiverem correctos significa que a maior parte da produção seria europeia, no entanto, estamos a falar de mais de 90% da produção, o que leva a questionar se os dados da FAO estarão completos.

A serem verdade contudo, não se vislumbra o mesmo efeito de aumento de pressão do lado da oferta, não havendo em teoria razão para motivar mais agricultores e produtores a interessarem-se por este fruto.

Dado que se trata de um pequeno fruto, as produtividades expectáveis de cultura são mais baixas e naturalmente o seu preço por Kg é mais elevado, no entanto, a verdadeira questão é mesmo se há mercado para mais produtores de groselha, ou seja, se se consegue escoar um aumento da produção deste fruto.

Possível será sempre, mas mais uma vez realçamos a importância máxima de quem quer que se lança na agricultura, de investigar bem o mercado e canais de escoamento e distribuição do seu produto. Este trabalho deve ser feito bem antes de investir seja em que investimento for.

É importante notar também que há muita concorrência a nível europeu e sul-americano para a produção deste fruto. Em muitos casos estamos a falar de países com baixo custo de mão-de-obra, pelo que as contas devem ser bem feitas pelo agricultor que esteja a pensar investir nesta cultura.

Fica aqui a análise da evolução da produção e áreas em produção na Europa de acordo com os dados mais recentes da FAO.

groselhas-evo

 

Como fazer uma estufa – passos, materiais e localização

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como fazer uma estufaO presente artigo irá dar algumas dicas sobre como fazer uma estufa. Para começar o artigo é importante saber não como fazer uma estufa, mas que dimensão pretende, que materiais são necessários, etc.

As estufas agrícolas são um meio usado para plantar e proteger as plantas do clima externo, para as manter num clima controlado sem factores como granizo, geada ou outros que possam destruir uma colheita.

É importante decidir que tipo de estufa quer fazer, uma estufa independente e isolada, uma estufa acoplada à sua casa, se pretende ter leitos de solo elevados para obter melhor escoamento de águas, tudo isso são opções que dependem de cada um.

Como fazer uma estufa – Localização

A estufa deve estar situada onde obtenha a máxima exposição solar. A primeira escolha deve pois ser a sul ou sudeste de um edifício ou de árvores de sombra.

Se tiver sol o dia todo é ótimo, mas basta ter sol durante toda a manhã para ser suficiente para as plantas. O sol da manhã é o ideal pois permite às plantas começarem cedo o seu processo de produção, ou seja potencia o seu crescimento ao máximo.

Uma localização a este consegue a melhor exposição solar de Novembro a Fevereiro, enquanto que a sudoeste ou este as plantas recebem sol até mais tarde. A norte é a localização menos desejada pois a planta receberá menos luz. Procure que a estufa fique protegida do vento invernal.



Considere também a drenagem do solo como um factor crucial na localização. Se necessário construa a estufa acima do nível do solo para que o excesso de água escoe mais facilmente.

Como fazer uma estufa – Materiais e passos

Veja o nosso artigo sobre plásticos para estufas, com mais informação sobre os tipos de plásticos existentes, antes de contactar um fornecedor.

Nesta parte do artigo encaminhamos o leitor para vários sites com dicas e planos para construção de estufas com listas detalhadas de materiais a obter. Qualquer uma fica por custos consideravelmente reduzidos. No que respeita à parte de escolha do revestimento da sua estufa, comece por ler o nosso artigo indicado acima para ter um pouco mais de conhecimento prévio.

Veja os seguintes links sobre como fazer uma estufa:

Construa a sua estufa – passo a passo

Estufa de 50 dólares (cerca de 40 euros)

Construa uma estufa em arco

Antes de enveredar em qualquer investimento, certifique-se que fez a pesquisa adequada. Se subcontratar a construção da sua estufa contacte no mínimo 3 fornecedores distintos, obtendo preços, materiais usados e tempo necessário para depois poder fazer uma melhor negociação.

Se depois de ter estas dicas sobre como fazer uma estufa, decidir fazer por si mesmo(a) a construção, aconselhe-se sempre junto de quem comprar os materiais e de como proceder para construir em segurança. Se fizer instalações elétricas ou canalizações contacte um especialista para não correr riscos desnecessários.


Amoras – o que são, benefícios e plantação

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amorasAs amoras são um fruto silvestre cuja procura tem vindo sistematicamente a aumentar nos últimos anos, à semelhança de outros frutos silvestres, pelo seu valor nutritivo e benefícios para a saúde.

As amoras são um fruto mole, sendo vulgar o seu uso em sobremesas, compotas e até licores. É muito usada para a elaboração de doces, tartes, crumbles e outras sobremesas.

Benefícios e valor nutritivo das amoras

As amoras são uma excelente fonte de nutrientes pelo seu alto conteúdo em fibra, vitamina C, vitamina K e pelo mineral manganésio. Têm tanto fibra solúvel como insolúvel. Cerca de 150 gramas de amoras contém uma média de quase 8 gramas de fibra e 50% da dose recomendada de vitamina C.

O seu alto teor de fibra torna as amoras num fruto importante para consumir para o auxílio do sistema digestivo e ajudar ao seu funcionamento regular.

As sementes de amoras são ainda ricas em ácidos gordos ómega-3 e ómega-6, assim como também contém proteína, fibra e anti-oxidantes que se pensa serem substâncias anti-cancerígenas, motivo pelo qual a sua procura também tem crescido.

Plantação de amoras

Para plantar arbustos de amoras é importante que compre a planta de um viveiro reputado para que tenha garantias que são livres de vírus. É uma planta fácil de cultivar no entanto é sensível a vírus.


É importante que seja plantada longe de arbustos de amoras selvagens pois estes podem transportar vírus. O solo deve estar bem fertilizado e deve usar suportes para que as plantas de amoras cresçam adequadamente.

As amoras são plantas férteis por si mesmas, o que facilita o seu cultivo. A plantação de amoras deve ocorrer no final do Outono, mas em áreas muito frias, podem ser plantadas no início da primavera para evitar as geadas que podem causar perdas em algumas variedades. Plante as plantas de amoras a cerca de 30cm mais profundas do que estavam no viveiro. Se for uma planta de crescimento vertical plante com pelo menos com 90 cm de espaçamento, se forem de crescimento horizontal pelo menos com 1,5m a 2,5m de espaçamento. As filas devem ter espaçamento de 2,5m.